Realização: Igreja Batista Constantinópolis
Um cristão, nascido de novo, pode perder a salvação?

Um cristão, nascido de novo, pode perder a salvação?

A resposta bíblica para essa pergunta é um claro, retumbante, enfático, alegre e glorioso “não”. Alguém que nasceu de novo não pode morrer, não pode desfazer o novo nascimento, porque… Vou dar algumas razões bíblicas. Vou tentar ser o mais textual possível e não simplesmente teológico.

A vida que é comunicada no novo nascimento é exatamente a vida eterna. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna…” “…nos deu… a vida eterna” “e esta vida está no seu Filho” (1 João 5:11). Então, ele não nos deu uma vida temporária. Ele nos deu vida eterna. Todos nós participamos da vida do mundo vindouro.

E aqui vai outra palavra crucial: “E aos que predestinou”, a passagem é Romanos 8:30, “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”. A glorificação é o estado final da salvação permanente e esse verso diz que todos os chamados, com ninguém sendo deixado de lado, são justificados, e todos os justificados, com ninguém sendo deixado de lado, são glorificados.

Então, a questão é que, se você é chamado, você não pode perder a sua salvação. E eu vou defender que ser “chamado” e “nascer de novo” são idênticos em categorias bíblicas. Nós seremos justificados, nós seremos glorificados porque fomos chamados, isto é, porque nascemos de novo.

O tipo de chamado que Paulo descreve é como o chamado de Lázaro por Jesus no túmulo. “Lázaro, eu sei que você está morto. Agora, saia para fora.” O chamado cria a vida. Isso é o que já aconteceu com todos que são cristãos. O soberano chamado de Deus criou a vida. Então, isso significa que há uma promessa anexada ao chamado.

Vou citar alguns versículos: 1 Tessalonicenses 5:23: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. Então, a lógica é que se você foi chamado, Deus é fiel, você será preservado para o último dia.

Veja a mesma ideia em 1 Coríntios 1:8: “Cristo também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho”.

Então, agora você pode voltar e ver por que, em Romanos 8:30, todos os chamados são justificados e todos os justificados são glorificados. É porque Deus é fiel. Não é algo automático. Muitos acham que a eterna segurança é como tomar uma vacina. “Quando eu tinha seis anos de idade, eu orei, Deus vacinou meu braço e, por isso, não posso pegar a doença da condenação”. Não é assim que funciona. É mais como fazer uma terapia por toda a vida com um médico que diz: “Você é o meu paciente. Faça o que eu digo e eu farei com que você esteja restaurado no último dia.”

Veja o que diz Jeremias 32:40. Essa é uma das minhas passagens favoritas que demonstram a perseverança. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” Então, a nova aliança, que Jesus comprou com seu sangue, é uma aliança de preservação. Não é a mera segurança de uma maneira mecânica. É preservação ativa. Deus é ativo em minha vida.

Quando eu pergunto para as pessoas, “como você sabe que continuará cristão quando acordar de manhã?”, muitos ficam chocados. “Ah, é como ser humano”. Não, não é como ser humano. Você acordará como um cristão amanhã de manhã porque Deus é fiel. Deus vai acordá-lo e vai despertar em você a fé que vem dele.

Alguns outros versículos: Filipenses 1:6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la.” Paulo se expressar assim por causa da maneira que a fidelidade de Deus está relacionada ao seu chamado, seu novo nascimento. “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços…”

Eu preguei sobre essa passagem quando eu estava com 67 anos, estava terminando minha carreira pastoral e estava impressionado com o fato de que Deus me guardou. Ele me guardou. Ele não permitiu que eu caísse, envergonhasse o seu nome e destruísse a igreja. Eu não olho para isso e digo: “Eu fui um garoto bom”. Eu digo: “Impressionante! Impressionante! Àquele que me guardou e que me guardará!”

Só resta, então, uma pergunta chave, que as pessoas sempre fazem, e é bom que façam. “E as pessoas que fizeram parte da igreja – às vezes foram diáconos e presbíteros, parecia que eles tinham sido salvos durante a faculdade, mas agora, cinco anos depois, eles jogaram tudo fora e alguns morrem nessa condição. O que dizer sobre eles? Eu acho que há dois versículos chaves que devem ser motivo de muita reflexão.

O primeiro é 1 João 2:19. “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”. “Dos nossos”, nesse verso, certamente significa “nascidos de novo conosco”, “enxertados em Cristo conosco”. Eles não eram. Parecia que eram. Eles diziam algumas coisas certas. Eles provaram os poderes do mundo vindouro, mas eles não eram nascidos de Deus.

E mais um ponto. Hebreus 6 é uma grande pedra de tropeço para as pessoas quando leem sobre o tipo de experiência espiritual que as pessoas podem ter e ainda se perder. Mas eu acho que Hebreus 3:14 é uma chave absoluta no livro de Hebreus, onde é dito: “Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim”. Ele não diz: “Se você guardar firme, até o fim, você se tornará participante de Cristo”. O que ele diz é: “Nós sabemos que, desde o princípio de nossas vidas com Cristo, somos participantes de Cristo, porque nós guardamos firmes até o fim”. O que significa que a perseverança na fé é a evidência de que somos participantes de Cristo. Quando não há perseverança, é porque nunca fizemos parte.

Portanto, a certeza… A chave é a seguinte: A certeza não é automática. É baseada em nossa confiança em um Deus absolutamente soberano que guarda a aliança, que entregou seu Filho pelos pecadores para que, quando olhássemos para ele, o Espírito testificasse a nós que somos filhos de Deus.

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